Inteligência Artificial no Diagnóstico Médico: Quem Responde Quando a Máquina Erra?
O cenário Ferramentas de IA já auxiliam na leitura de exames de imagem, na triagem de sintomas e até na sugestão de condutas terapêuticas. A promessa é clara: mais precisão, menos tempo de espera, diagnósticos mais cedo. Mas uma pergunta ainda não tem resposta pacífica no Brasil: quando a IA erra e o paciente é prejudicado, quem responde por isso? Esse é um dos temas mais relevantes — e ainda pouco debatidos na prática — do direito da saúde hoje. Por que essa pergunta é mais complexa do que parece Em um erro médico "tradicional", a linha de responsabilidade é relativamente clara: o profissional errou, responde por culpa (art. 951 do Código Civil e regras de responsabilidade subjetiva do médico); o hospital, em regra, responde objetivamente pela falha do serviço perante o paciente (art. 14 do CDC), com direito de regresso contra o profissional. Quando entra uma ferramenta de IA nesse fluxo, aparecem novos personagens em cena: O médico , que usou (ou confiou n)o resultado da ...